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A importância da Padronização

Publicado em 19/02/2016

Antes de iniciar os experimentos de um projeto de pesquisa, seja ele iniciação científica, mestrado, doutorado..., ou mesmo para implementar uma técnica na rotina do laboratório é extremamente importante fazer a padronização dos testes que serão executados.

A padronização é uma parte trabalhosa e que deve ser cuidadosamente pensada e executada, quando bem planejada costuma levar pouco tempo para ser concluída. Porém, alguns fatores podem interferir no tempo para finalização e liberação do teste. Uma pesquisa detalhada sobre a proteína, o DNA, o RNA, etc... a ser analisada no teste deve ser levada em consideração.

Um exemplo que posso citar por experiência própria foi a padronização dos experimentos da minha tese de mestrado. Resumidamente, meu objetivo principal era analisar o polimorfismo genético do FCGR3B (um receptor para a porção Fc de imunoglobulina) que é codificado por um gene localizado no cromossomo 4. Esse polimorfismo já havia sido estudado em diversas populações com diversas técnicas de PCR. A ideia era padronizar uma das técnicas de PCR para fazer o estudo na população brasileira. Até ai tudo certo.

Então comecei minhas padronizações para PCR convencional, SSP-PCR, Real time PCR, RT-PCR, Nested - PCR, todas já padronizadas e publicas em boas revistas científicas, só que não tive sucesso com nenhuma das PCRs citadas. Era uma tristeza a cada gel de agarose revelado. Como resolvi? Leitura, leitura, leitura e mais leitura. Após muito estudo, chegamos a conclusão de que a saída era partir para o Sequenciamento do DNA. Pois é, a técnica é mais cara e trabalhosa, porém, apresenta resultados praticamente incontestáveis.

O Sequenciamento mostrou que o gene que estudava, que era altamente homólogo à outro gene, também já havia sido descrito na literatura o terceiro alelo dele, além de algumas variantes desses alelos, sendo assim, esse gene não poderia ser analisado por uma técnica menos específica que o Sequenciamento de DNA.
 
Por fim, um bom conhecimento sobre o que será analisado e sobre a técnica pode garantir um trabalho e resultados de sucesso. Mesmo trabalhando com Kits comerciais, seguir a bula apenas não é a melhor opção, pois o conhecimento e a padronização pode nos levar a uma economia grande de material. Um exemplo são os anticorpos monoclonais para citometria de fluxo, geralmente o volume a ser utilizado no teste é menor do que o descrito na bula do anticorpo monoclonal.

Se quiser compartilhar seus problemas envolvendo padronizações, escreva abaixo.
Bons experimentos!!! Mas antes, boa padronização!

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