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Glossário Biológico

Publicado em 09/06/2016

Seguem alguns termos, mais específicos, usados nas mais variadas áreas da Biologia, que compreendem principalmente a Genética, a Imunologia e Biologia Molecular.


Ácido desoxirribonucléico (DNA) – macromolécula composta por duas cadeias de nucleotídeos ligadas entre si, formando uma dupla hélice. É responsável pela informação genética em todas as espécies, com exceção dos vírus RNA.


Ácido ribonucléico (RNA) – macromolécula formada geralmente por uma cadeia simples de nucleotídeos de estrutura semelhante ao DNA. Os três tipos principais de RNA são: mensageiro (mRNA), transportador (tRNA) e ribossômico (rRNA).


Ácidos nucléicos - polímeros de nucleotídeos classificados em DNA ou RNA de acordo com o tipo de açúcar e da base nitrogenada presentes nos nucleotídeos.
Adenina - uma das bases nitrogenadas presentes nos ácidos nucléicos, simbolizada por A, complementar à timina (T). 


Aminoácido – subunidade estrutural das proteínas.


Amplificação – produção de grande número de cópias idênticas de um segmento de DNA. Pode ser obtida in vivo por replicação quando inserida em um vetor ou in vitro pela técnica de PCR.


Anergia: Inabilidade de responder a um antígeno.


Antagonismo (antagonista): quando uma citocina bloqueia ou inibe os efeitos de outras citocinas. Nas citocinas a atividade biológica das  é regulada fisiologicamente por dois tipos de antagonistas, um deles provoca o bloqueio do receptor, unindo-se ao mesmo. impedindo assim, a união entre a citocina livre e o seu receptor específico, ocupado pelo antagonista ou bloqueador. No outro caso, os antagonistas inibem a ação da citocina ao unir-se à mesma. Sendo assim, impedem a união entre a citocina combinada ao antagonista ou bloqueador e o receptor específico livre.


Anticorpo: uma proteína, fabricada por linfócitos B, que reage perante um antigénio específico; também é chamado de imunoglobulina.


Antígenoqualquer molécula capaz de estimular uma resposta imune.


Antígenos de leucócitos humanos: um sinônimo do complexo maior de histocompatibilidade humana


Antígeno timo-independente: são antígenos não-proteicos,  de natureza lipídica, polissacáride ou glicídica, que podem ser eliminados pela Resposta Imune Humoral sem o auxílio dos LThelper.


Antiparalelas – termo que caracteriza o sentido das duas fitas que constituem uma molécula de DNA


Anticódon – seqüência de três bases presentes no tRNA, complementar ao códon do mRNA.


BAFF: Fator ativador de linfócito B, pertence à superfamília do TNF, junto com o BLyS modula a sobrevivência e ativação da célula B por meio de 3 receptores: BAFF-R, BCMA e TACI.




BLyS (B lymphocyte stimulator): Fator estimulador de linfócito B, pertence à superfamília do TNF, junto com o BAFF modula a sobrevivência e ativação da célula B por meio de 3 receptores: BAFF-R, BCMA e TACI.


Bases complementares: bases nitrogenadas que compõem os ácidos nucléicos e estabelecem pontes de hidrogênio entre si, levando à formação de fita dupla como no anelamento de sondas com DNA ou RNA.

Biblioteca de DNA: conjunto de fragmentos de DNA recombinante, clonados em um vetor.

Biblioteca genômica: conjunto de fragmentos de DNA recombinante que representa a totalidade do genoma de um organismo, clonados em um vetor.

Biblioteca de cDNA: conjunto de fragmentos de DNA recombinante, que representa os genes expressos em um tecido de um organismo.– bases nitrogenadas que compõem os ácidos nucléicos e estabelecem pontes de hidrogênio entre si, levando à formação de fita dupla como no anelamento de sondas com DNA ou RNA.


Biblioteca de DNA: conjunto de fragmentos de DNA recombinante, clonados em um vetor.


Biblioteca genômica: conjunto de fragmentos de DNA recombinante que representa a totalidade do genoma de um organismo, clonados em um vetor.


Biblioteca de cDNA: conjunto de fragmentos de DNA recombinante, que representa os genes expressos em um tecido de um organismo. 


Células do estroma: Células do tecido conjuntivo de um órgão que são encontradas no tecido conjuntivo frouxo. Estas células são mais frequentemente associadas com a mucosa uterina e o ovário, bem como com o sistema hematopoiético e outras regiões em geral.


Célula NK (natural killer, assassina natural): um tipo de linfócito que pode matar certos micróbios e células cancerosas.


Chaperoninas: proteínas com função de auxiliar cadeias polipeptídicas nascentes durante a aquisição da sua estrutura terciária ou impedir a perda da conformação nativa em situações de estresse celular.


Citocinas: incluem as interleucinas e interferons, que são um grupo de moléculas secretadas por um tipo de célula imunológica que estimula um outro tipo de célula. Apresenta diversas funções, como: mediação de resposta imune e inflamatória; atuação sob vários tipos de células; atuação sobre síntese se RNAm. Constituem um grupo de fatores extra-celulares que podem ser produzidos por diversas células, como monócitosmacrófagosLinfócitos e outras que não sejam linfoides. As citocinas unem-se aos receptores existentes na membrana das células para transmitir as "informações" necessárias. Os macrófagos são as células que mais produzem citoquinas, seguidos dos linfócitos T.


Citosina: uma das bases  nitrogenadas presentes nos ácidos nucléicos, simbolizada por C, complenetar à guanina (G).

Clonagem: técnica de engenharia genética que permite inserir um fragmento de DNA em um vetor e obter múltiplas cópias do mesmo.

Código genético: código usado pela célula na leitura do conjunto de informações contida no seu genoma. Cada três nucleotídeos do DNA codifica um dos vinte aminoácidos presentes nas proteínas.

Códon;  conjunto de três nucleotídeos do mRNA que é decodificado na síntese proteica em sinal de início, término ou adição de aminoácido.

Cromossomo: estrutura onde se localizam os genes. É formado por uma longa cadeia de DNA de fita dupla condensada com diversas proteínas.

Deficiência seletiva de IgM (SIgMD): É um distúrbio que aumenta a suscetibilidade do indivíduo a infecções recorrentes, e pode ser herdade geneticamente. Geralmente, a concentração da IgM é baixa enquanto os níveis de outras classes de imunoglobulinas são normais.


DNA complementar (cDNA): fita de DNA complementar a uma fita de RNA mensageiro, sintetizada a partir deste pela transcriptase reversa.

DNA recombinante;  molécula de DNA criada em laboratório a partir de segmentos de DNA de origens diferente,s por técnicas de engenharia genética

Endonucleases: enzimas que deletam genes de várias imunoglobulinas e deixam apenas um isotipo específico. 


Enzimas de restrição: enzimas bacterianas capazes de cortar em pontos específicos uma dupla fita de DNA.


Epigenética: Segundo Ferreira AR, "refere-se aos processos que regulam a atividade gênica e que não estão relacionados à sequência primária do DNA. Um evento importante e específico que ocorre em gametas é uma extensa reprogramação epigenética pela qual passam essas células para estarem aptas à fecundação e à formação de um embrião viável. Quanto melhor se compreender sobre a reprogramação epigenética que acontece durante a gametogênese e a embriogênese inicial, maior será a capacidade de se desenvolver melhores sistemas de produção de embriões."


EST: seqüência obtida a partir de mRNA, correspondente a um possível gene expresso em uma célula ou tecido. Corresponde à sigla inglesa de Expressed Sequence Tag. ESTs estão depositadas em um banco de dados denominado dbEST no site do NCBI (National Center for Biotechnology Information). 

Eucarióticos: organismos cujas células apresentam núcleo circundado por membrana nuclear. A compartimentalização da célula é considerada uma característica de organismos superiores.

Exons: seqüências de nucleotídeos do DNA transcritas em RNA mensageiro e traduzidas em aminoácidos na síntese protéica.

Expressão gênica: resultado da síntese do produto de um gene. 

FLT3: Tirosina-quinase 3 semelhante a fms (FLK2, STK1, CD135 ou FLT3gene relacionado com a proliferação de células sanguíneas, que regula a hematopoiese. Mutações que resultam na ativação constitutiva deste receptor estão relacionadas com a leucemia mieloide aguda e a leucemia linfoide agudaEstá intimamente relacionado com a Proteína Proto-Oncogênica fms e normalmente está mutado na leucemia mieloide aguda. 


Gamopatias monoclonais: constituem um grupo de desordens caracterizado pela proliferação monoclonal de plasmócitos, que produzem e secretam imunoglobulina ou fragmento de imunoglobulina monoclonal (proteína M).


Gamopatia policlonal: Geralmente ocorre como efeito secundário em doenças crônicas. A fração elevada corresponde a frações de globulinas, excluída a possibilidade de proteína monoclonal.


Gene: segmento de DNA que contém a informação completa para a síntese de uma proteína.

Guanina: uma das bases  nitrogenadas presentes nos ácidos nucléicos, simbolizada por G, complementar à citosina (C).

Heat Shock Proteins: família de proteínas cuja síntese aumenta em situações de estresse celular, especialmente estresse térmico. Funcionam como chaperoninas.

Hibridação ou Hibridização: formação de dupla fita entre dois segmentos de DNA ou de DNA e RNA pelo estabelecimento de pontes de hidrogênio entre bases complementares.

Hiperimunoglobulinemia ou Síndrome de Jó:  é uma imunodeficiência rara, sem etiologia definida, caracterizada por infecções de repetição dos tratos respiratórios superior e inferior e da pele associadas a níveis elevados de IgE, eosinofilia e alterações faciais peculiares.


Hipermutação somática é um mecanismo de mutação das células que faz com que o sistema imunológico se adapte a novos elementos invasores. A hipermutação somática diversifica os receptores que utilizam o sistema imunológico para identificar elementos externos (antígenos), e permite que o sistema imunológico adapte sua resposta a novas ameaças durante o tempo de vida de um organismo.


Imunodeficiência comum variável: tem incidência estimada em 1/50.000 RNs. Este termo é utilizado para descrever um grupo heterogêneo de IP com predominância de defeitos de anticorpos onde existe um número detectável de linfócitos B (geralmente normal) e acentuada redução de pelo menos duas das três classes principais de imunoglobulinas (IgM, IgG e IgA). A maioria dos pacientes apresenta níveis de IgG significativamente diminuídos (<250mg/dL). O padrão de herança é multifatorial e o diagnóstico é definido após exclusão de outras causas de IP com predominância de defeitos de anticorpos. A faixa etária mais comum de apresentação é a segunda ou terceira décadas.


Imunodeficiência primária: A imunodeficiência primária é uma desordem no organismo, onde o sistema imune está incompleto ou não funcional, podendo ser causadas por defeito genético. Os defeitos genéticos resultam em maior suscetibilidade às infecções.


Imunodeficiências primárias não convencionais: ainda sem definição na literatura, mas com razoável reconhecimento na literatura especializada. Trata-se de indivíduos saudáveis com infecções recorrentes específicas, às vezes até de uma única espécie oportunista, e que parecem apresentar alguma herança mendeliana, mas sem a identificação de um fenótipo imunológico ou substrato gênico estabelecidos.


Imunoglobulina M: Representa 5 a 10% das imunoglobulinas totais. Apresenta-se na forma de um pentâmero e não possui subclasses. É reconhecida como o anticorpo precoce, visto ser a primeira imunoglobulina encontrada na resposta a um estímulo antigênico. Por isso, é útil no diagnóstico diferencial das infecções virais ou parasitárias agudas. Diferentemente da IgG, não atravessa a barreira placentária e é a única que o neonato sintetiza. Níveis séricos aumentados em recém-nascidos indicam que a imunoglobulina M foi produzida pelo feto, sugerindo uma infecção pré-natal. Como a IgM é pentamérica, ou seja, possui 10 sítios de ligação com o antígeno, é mais eficiente em ligar-se aos antígenos e ao sistema complemento. Essas características, aliadas ao aparecimento precoce durante a evolução da infecção, fazem dela um potente agente de combate às infecções.


Imunomoduladores: são substâncias que atuam no sistema imunológico conferindo aumento da resposta orgânica contra determinados microorganismos, incluindo vírusbactérias e protozoários, mediante à produção de interferon e seus indutores.


Introns: seqüências de nucleotídeos presentes no DNA que não são traduzidas em aminoácidos. São removidas após a transcrição em mRNA durante o “splicing”.


Isohemaglutinina: Anticorpos contra os glóbulos vermelhos do tipo A ou B.A  determinação do título de isoaglutininas (anti A e/ou Anti B) no soro serve para  avaliação da imunidade humoral. Sua diminuição pode indicar uma deficiência imunológica, no entanto existe a dependência de uma gama de fatores. Os títulos são influenciados pelo meio ambiente e idade, sendo complicado estabelecer valores normais. Limitações: a presença de crioaglutininas ou outras não anti A e Anti B pode interferir com a interpretação. Nos indivíduos que não pertencem ao grupo AB, a ausência de isoaglutininas anti-A e anti-B pode evidenciar uma imunodeficiência humoral, avaliando indiretamente a produção de IgM .


In silico: Termo usado para simulações em experimentos de Biologia Molecular.


Linfopenia: Contagem de linfócitos abaixo de 1500/mm3


Linfopoiese: Desenvolvimento de linhagem linfoide.


Metilação: Conforme citado e revisado por Stefani FA (2010), os estágios de condensação da cromatina são controlados por padrões epigenéticos reversíveis de metilação do DNA e de modificação das histonas. Regiões ricas em citosina e guanina, conhecidas como regiões CpG, foram observadas em regiões promotoras do DNA, e a hipermetilação dessas, está associada com o inapropriado silêncio transcricional de genes supressores do tumor. A metilação de regiões CpG está associada à desacetilação das histonas, o que possivelmente induz à compactação da estrutura cromatina, tornando-a inacessível aos fatores de transcrição gênica. A metilação do DNA ocorre por uma adição covalente de um grupo metil no carbono 5` do anel de citosina, resultando em 5-metilcitosina. Em condições fisiológicas normais, a metilação é mantida pela enzima DNA-metiltransferase, como mecanismo regulatório para silenciamento de genes específicos.


Nucleotídeos: cada uma das subunidades que compõem os ácidos nucléicos.


Ontogenia: Desenvolvimento dos embriões, ajuda a estudar a origem evolutiva dos seres.


Open Reading Frame (ORF):  uma seqüência de DNA sem stop codons, potencialmente codificante de proteína.


PCR – reação em cadeia da polimerase. Permite amplificar in vitro um dado segmento de ácido nucléico empregando DNA polimerase termo-resistente.

Plasmócitos: células formadoras de anticorpos.


Primer:  seqüência curta de nucleotídeos que pareia com a extremidade de uma fita simples de DNA ou RNA para que ocorra a síntese da cadeia complementar pela DNA polimerase.

Procarióticos: organismos como as bactérias que não apresentam um núcleo verdadeiro, isto é, delimitado por membrana nuclear.

RAG: (gene ativador da recombinase - RAG1 e RAG2): a falta do mesmo resulta na diminuição de células T e B. São responsáveis pelo receptor de célula T (TCR) e rearranjos do gene de Ig. Portadores dessa deficiência são atímicos e são diagnosticados pelo exame do rearranjo do gene do receptor de célula T (TCR). No recém nascido estes defeitos nas células B não são observados devido aos anticorpos passivos obtidos da mãe. Células NK são normais.

Replicação: processo de duplicação do DNA de uma célula.

Ribossomos: organelas citoplasmáticas compostas por RNA e proteínas onde ocorre a síntese proteica.

Semi-conservativa: maneira pela qual ocorre a duplicação do DNA, em que cada nova molécula é formada por uma cadeia pré-existente e uma recém sintetizada

Sequenciamento: técnica utilizada para se determinar a seqüência de nucleotídeos em um fragmento de DNA.

Síndrome de Hiper-IgM (SHM): é um tipo de imunodeficiência primária rara que engloba defeitos genéticos heterogêneos que resultam em uma defeituosa recombinação de classes de imunoglobulinas e/ou hipermutação somática. Há diferentes tipos de herança genética. Clinicamente a síndrome se caracteriza por infecções de repetição, baixo ganho pondero-estatural, manifestações autoimunes e neoplásicas. Laboratorialmente verifica-se que as concentrações séricas de IgG, IgA e IgE estão diminuídas na presença de níveis de IgM normais ou aumentados.


Síndrome de Wiskott-Aldrich (SWA): é um distúrbio caracterizado basicamente pela deficiência de IgM. Quase sempre, a doença está associada à trombocitopenia persistente e, em sua forma incompleta, também cursa com imunodeficiência celular e humoral e aumento do risco para doenças auto-imunes e neoplasias hematológicas. A SWA é um distúrbio genético recessivo e sua transmissão está ligada ao cromossomo X, tornando-a quase que exclusiva de meninos.


Sinergia: quando duas ou mais citocinas produzem um efeito que se soma ou potencia reciprocamente


Sítio de restrição: seqüência de nucleotídeos reconhecida por uma enzima de restrição que é cortada pela ação da enzima.

Sonda:  pequeno segmento de DNA ou RNA de fita simples marcado que permite identificar a presença das seqüências de interesse em meio a um conjunto de fragmentos de DNA por meio de complementariedade de bases.

Splicing: processo pelo qual são retiradas seqüências não codificantes (introns) do RNA transcrito a partir do DNA, resultando no mRNA maduro.

Sm: polipeptídeos do complexo do spliceosome.


SS-B/La: proteína ligante de RNA.


SS-A/Ro: complexo ribonucleoprotéico.


Tandem dyes: Marcadores fluorescentes.


Tecido linfoide primário: tecidos responsáveis pela produção e/ou maturação das células do sistemaimune (medula óssea e timo).


Tecido linfoide secundário: tecidos onde ocorre a apresentação de ags aos linfócitos e consequente ativação dos mesmos (gânglios linfáticos e baço).


Timina: uma das bases nitrogenadas presente no DNA, simbolizada por T, complementar à adenina (A).


Tolerância imunológica: Ausência de resposta induzida por exposição prévia ao antígeno. É importante na discriminação entre Ags próprios e Ags estranhos ao organismo.


Tradução – processo de leitura do mRNA que resulta na síntese de proteínas.

Transcrição -  processo de síntese de RNA a partir de uma fita de DNA

Transcriptase reversa – enzima capaz de sintetizar DNA a partir de RNA, ao contrário do que ocorre em organismos superiores.

Uracila – uma das bases nitrogenadas presentes no RNA, simbolizada por U, complementar à adenina (A):

Vetor – molécula de DNA capaz de auto-replicação usada para introduzir e multiplicar um segmento de DNA exógeno em uma célula hospedeira.


Referências:

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